SYLVIO DUARTE – Um Homem Amante da Vida!

Um Homem amante da vida!

Nesta primeira homenagem que faremos a grandes personagens que contribuíram para a existência do CEC vamos destacar o comerciante Sylvio Duarte, pai da fundadora do CEC – Rosa M, Prista. Filho de pais portugueses possuía um movimento rigoroso de trabalho. Perdeu seus dois irmãos: um adolescente e uma menina de 8 anos que se chamava Rosa. Ainda jovem rapaz perde seu pai em um acidente aéreo quando trazia ao Brasil as escrituras das terras que sua avó que também se chamava Rosa deixou. Viaja a Portugal para reaver suas terras, mas por falta de documentos a tarefa foi complexa. Se correspondem em cartas diárias a sua amada esposa e amada filha ensinando a importância da cultura de sua família e o reconhecimento das diferenças entre os povos. Traz uma série de livros e materiais sobre os diversos países europeus e ao retornar ao Brasil apresenta a filha em tardes regadas a comidas de cada país. Tendo sua família e a mãe para cuidar assume a responsabilidade muito cedo. Guardou a suposta camisa branca de seu pai presa em um pedaço da cauda do avião em sua casa até os 35 anos. A perda do pai foi um golpe muito forte em sua vida. Sempre atento ao fazer social contribuiu de forma significativa na política do bairro do Méier no período de 1966 – 1979. Foi o criador do viaduto do Méier, na época uma grande obra em termos arquitetônicos. Hoje já é uma obra obsoleta por nunca ter recebido a manutenção necessária. Vascaíno de corpo e alma costumava estar com sua filha em todos os jogos do Maracanã. Amante das plantas e dos animais adotou vinte e dois cães abandonados, atropelados e machucados que encontrava na rua. Em seu comércio ninguém saía sem um cafezinho ou uma bala ofertado carinhosamente porque sempre soube receber. Adorava criar pratos salgados tendo feito muitos cursos sobre o assunto. Sua pizza e salgados eram fantásticos… Adorava ofertar livros das constantes feiras de livros que ocorriam no Jardim do Méier. Costumava ler histórias a sua filha única após perder sete filhos gestados. Criou todas as possibilidades que um pai intuitivo podia ofertar, mas a maior aprendizagem foi a capacidade de perceber que os pais não duram para sempre, então tentava nos momentos que tinha com sua filha passar grandes aprendizados. Além de não ofertar tudo pronto, de não atender a todas as vontades, criava uma base afetiva para que sua filha pudesse buscar seus sonhos com as próprias mãos e pudesse aprender a intencionalizar seu movimento de forma que quando não estivesse mais presente tivesse a certeza de que estaria para sempre em seu SER. Amava o Natal. Era época de presentear a todos os amigos, parentes e em sua casa a árvore de Natal era linda e recheada de lembranças. Político de base marxista detestava a separação entre patrão e empregados, termos comuns na época. Todos os seus funcionários eram tratados com dignidade, ajudava além do salário a contribuir com a família deles, comprava remédios, era fiador… Um ser humano preocupado com o outro. Mas levar uma bronca de Sylvio Duarte também era inesquecível.

Morre aos 53 anos de infarto do miocárdio em sua casa no dia do aniversário de sua esposa, a qual amava profundamente. Em seu enterro todos os funcionários lá estavam de forma espontânea e amorosa.
Com a sua morte o CEC é transferido do antigo galpão para o sobrado que hoje é a sede oficial.

Como o CEC chega à construção de sua metodologia de trabalho?
Muitas pessoas perguntam o que é o CEC… Cec – Centro de Estudos da Criança foi um nome que surgiu em sonho de sua fundadora. Antes de se formar pensava em criar algo diferente e que atendesse ao educador… Anos mais tarde ao encontrar antigos escritos percebe que este nome era um espaço usado por quando lecionava no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, local que Rosa Prista estudou no Normal. De qualquer forma a palavra “criança” é muito significativa, pois interliga todas as atividades que o CEC desenvolve.
“Ser criança” é ser natural, é ser autêntico, é ser produtor de construções humanas. Este princípio básico está no nome da instituição – Criança. A palavra criança está ligada ao arquétipo da criança interior. Segundo Jung, exímio profissional da Psicologia, fundador da Psicologia Analítica, é preciso estar em sintonia com seu arquétipo da criança interior para que a beleza da alma possa capacitar adultos a serem felizes, a serem construtores de sua própria história de vida. Esta identidade pertence ao CEC e a todas as suas atividades. Compreendemos que todo e qualquer ser humano é valioso, rico e empreendedor, mas que os fatos da vida e nossas escolhas podem ocultar esta riqueza e daí o surgimento de patologias, de distorções que incapacitam o ser humano de viver a sua verdadeira história.
Definido o caminhar desta instituição ao longo destes 30 anos, muitos profissionais passaram pelo CEC deixando informações valiosas a construção do que somos hoje. Cabe lembrar Manuel Sérgio, Ex Reitor do Instituto Piaget – Lisboa; Eugenia Trigo, professora espanhola e pesquisadora.

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  • Estagio – Instituições convencidas

    Convênio estabelecidos com as seguintes Instituições:
    • - Universidade Veiga de Almeida
    • - Sociedade Educacional Fluminense
    • -Universidade Federal do Rio de Janeiro
    • - IBMR
    • - Universidade Castelo Branco
    • - Universidade Celso Lisboa
    • - Universidade Estácio de Sá
  • Fotos

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