A Escola de Autistas é um projeto psicopedagógico resultado de 30 anos de pesquisas no CEC – Centro de Estudos da Criança com foco na aprendizagem e no desenvolvimento humano.
Nosso trabalho está fundado na METODOLOGIA SISTÊMICA que marca uma nova forma de ver a questão do autismo sempre sob evidências cientificas.

As turmas são de 4 pessoas – crianças , adolescentes e adultos.

Turmas :

  • 2- 4 anos
  • 5-9 anos
  • 10 – 13 anos
  • 14- 17 anos
  • Adultos

A proposta se baseia na PEDAGOGIA FREINET e na MOTRICIDADE HUMANA

Os eixos de trabalho são:

  • AFETIVIDADE
  • COMUNICAÇÃO
  • COOPERAÇÃO
  • DOCUMENTAÇÃO

Nosso foco é apresentar o autista ao mundo de forma plena sabendo estar com as pessoas, sabendo comunicar suas necessidades até a aprendizagem do diálogo e a aquisição da leitura, escrita e conceitos matemáticos.

Os pais são acompanhados na ESCOLA DE PAIS e em ESPAÇOS TERAPÊUTICOS.

Fotos dos alunos

Mais Informações

AUTISMO =PALAVRA GREGA “AUTOS” QUE SIGNIFICA “SI MESMO”.

Esta noção deu base para grandes distorções que persistem até os dias atuais.

1906 – PLOULLER . O autismo era considerado igual a psicose e esquizofrenia;
1911 – BLEULER . O autismo era sintoma de esquizofrenia com limitações sociais.
1943 =MARCO TEÓRICO – Kanner descreve autismo como “ distúrbio autístico de contato afetivo”.
1944 – ASPERGER – Descreve traços autísticos – dificuldade de interação social e tendência a comportamentos repetitivos e estereotipados, mas com inteligência superior à média. Hoje a SINDROME DE ASPERGER no DSM-IV.
1947 – LAURETTA BENDER –autismo = esquizofrenia infantil.
1949- RANK descreveu crianças autistas como “desenvolvimento atípico do ego”.
1952- MARGARET MAHLER- MARCO TEÓRICO -Diferencia autismo de psicose infantil.

Grandes confusões estão presentes em diagnóstico de autismo por ausência de conhecimento desta teoria. Define autismo como uma reação traumática a experiência inicial de vida quando há o predomínio de sensações desorganizadas, levando a um colapso depressivo.
A distorção desta teoria levou ao conceito de “mãe geladeira” que não pertence aos estudos desta autora pois em momento nenhum a psicanálise coloca culpa em algum membro da família. Analisa a formação de personalidade dentro das teorias de desenvolvimento onde a maternagem e paternagem exercem papel fundante na formação da identidade do sujeito.

1956 – AUTISMO referido como pseudo-retardo ou pseudo-deficiente.

1966 – Ajuriaguerra introduz uma visão sistêmica mostrando a falta de unidade, a ruptura entre a motricidade e psiquismo e que esta não pode ser compreendida sem um olhar sobre os vínculos estabelecidos .
1976 – RITVO – “Autism: diagnosis, currenetresearchand management” sinalizando um problema de desenvolvimento e registrando déficits cognitivos. É NESTE MOMENTO QUE A RELAÇÃO ENTRE AUTISMO E DEFICIÊNCIA MENTAL se concretiza e permanece no mundo atual.
1992 – BURACK reforça a idéia de déficit cognitivo frisando que 75 a 80% dos autistas são deficientes mentais.
1997 – ASSUMPÇÃO JUNIOR reforça a necessidade de diferenciar psicose infantil com,o um “defeito de organização ou uma desorganização da personalidade.”
1991 – HOUSEL ENQUADRA AUTISMO DENTRO DESTA CATEGORIA.assim como o CID – 9 .
2000 – CID -10 informa que autismo é um “transtorno global do desenvolvimento caracterizado por:
A) desenvolvimento anormal, manifesto antes dos três anos de idade;
B) Perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo.
2003 – DSM-IV – “transtorno global do desenvolvimento com aparecimento anterior aos trEs anos de idade. Suas características são o comprometimento da interação social e da comunicação, além de um repertório muito restrito e repetitivo de comportamentos e interesses.”
2013 – DSM-V –“ Introduz aos transtornos DO ESPECTRO AUTISTA as categorias autismo, síndrome de asperger, transtorno desintegrativo e transtorno global e invasivos da infância definindo-o como transtorno neurológico.
2014 – Pesquisadores Havard University (EUA) – O cérebro do autista é considerado idêntico a qualquer ser humano.
2015 – Na Mostra: Autismo sob novas configurações definimos o AUTISMO como “ UM ESTADO DE SER” com modalidades diferenciadas de aprender e de criar elos com outros humanos. É contestado o enquadre do autista na categoria de deficiente. AUTISTA É AUTISTA, UM SER HUMANO INCÓGNITO E COMPLEXO”
2016 – 2017 – Nova pesquisa sugere que mães de crianças com transtorno do espectro autista que carreiam o curto alelo variante do gene transportador serotoninérgico tiveram maior probabilidade de passar por estresse durante a gestação.Dr. David Bevesdorf – University of Missouri que mantém parceria técnica com o CEPTESE.

“ Não cabe agregar deficiência ao autista antes de conhecer o potencial deste SER. “
PRISTA(2014)

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